Existe um código de conduta implícito em todas as pessoas. Ou pelo menos deveria existir…
Ninguém precisa falar sobre ele, dividí-lo em parágrafos e capítulos, fazer versões impressas. Através da convivência com a sociedade, bom senso e algumas deduções, as pessoas sabem o que devem ou não fazer.
Acontece que existe uma parcela da população que tem dificuldade em lidar com este código, e a esta parcela costumamos chamar de filhos da puta. Não que as mães dessas pessoas cobrem para fazer sexo, mas convencionou-se chamá-los assim.
E eles estão em todos os lugares…
No ambiente de trabalho, normalmente para cada mesa existe uma cadeira para fazer par. Não duas ou três, e sim uma. Você não pagou por ela (a não ser que você seja o dono da empresa, ou que o lugar em que você trabalha adote práticas não muito convencionais), mas sempre usa a mesma. E isso faz com que você se acostume com ela, deixe-a na altura adequada para suas pernas, ajuste o encosto para maior conforto da coluna, regule os apoios dos braços…
Porém existe a figura do grandiosíssimo filho da puta, que fica insatisfeito por ter quebrado o apoio de braço e a rodinha da cadeira dele, e a melhor forma de consertar esse cenário é trocá-la pela cadeira de algum otário.
Problema resolvido para ele, basta agora que ele ajuste a sua nova cadeira para o melhor conforto de seu corpo. A cadeira quebrada já não faz mais parte dos seus pensamentos.

Mas o que esse babaca pensa? Que eu vou voltar do almoço e não vou perceber? Ou que, se perceber, vou pensar “pô, que pena, a rodinha da minha cadeira fugiu…”? Ou “certeza que foi a tiazinha da limpeza, queimem essa desgraçada!”?
Não camarada, a primeira coisa que vou pensar ao retornar para a minha mesa é “caralho, algum filho da puta trocou minha cadeira!”. E vou tratar de descobrir onde minha cadeira está, esperar o espertão ir embora e desfazer a troca.
Depois vou descobrir onde ele mora e colocar fogo em sua casa com ele dentro. Mentira… meu código de conduta ainda me impede de fazer isso. Eu vou esperar ele sair.




E por o nome na cadeira, pode?
Pode. Mas se for um papel colado, ele vai tirar.
Mancha com sangue… e coloca no papel hiv positivo